"Livros: tocá-los. Fazer fluir a mão, distraída e dúctil no deslizar das páginas. Excursionar entre palavras, iluminá-las com o facho da inteligência, sem, com isso, deixar de reconhecer o que nelas resiste como opacidade visceral ao trânsito de sentidos. Falar de literatura é, desejavelmente, caminhar além do rosto visível do discurso alheio, e, ao mesmo tempo, aquém do resto indizível que a ele subjaz. Percorrer, em suma, o fio estreito da fala criadora, que simultaneamente nos convoca à palavra crítica e nos malogra, ao apontar sempre para um horizonte outro e mais amplo, do qual, a duras penas (e a frias teclas) mal conseguimos nos abeirar. Por isso, a palavra crítica é vocacionada para a insistência e a repetição, à espera da paciente brecha, onde, subitamente, ver de novo se transforme em ver o novo".*
* SECCHIN, Antonio Carlos. A mão e os livros. In: __________. Escritos sobre poesia & alguma ficção. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2003. p. 281-282
Segundo o crítico literário Antonio Carlos Secchin*, o poeta João Cabral de Melo Neto, ao longo de sua produção, sustentou que,
"quando se diz a palavra 'mesa' ou a palavra 'microfone', todos sabem do que se trata. Mas se alguém pronuncia 'beleza', 'amor' ou 'saudade', cada indivíduo vai entendê-las de um modo particular, obstruindo, pela polissemia, a dimensão univocamente compartilhável a que o poeta aspira. Encontramos na obra de João Cabral um predomínio inconteste de substantivos concretos sobre os abstratos. Outro dado interessante é que ele nega a existência de palavras que sejam a priori 'poéticas', pois isso implicaria a demissão do próprio poeta, reduzido a coletar ingredientes previamente preparados para adicionar à receita do texto. João Cabral sustenta que o poético é um efeito sintático, obtido no corpo a corpo com as palavras, e introduz na poesia brasileira vocábulos que ninguém ousava utilizar: cabra, ovo de galinha, aranha, gasolina, todos eles signos prosaicos, 'vulgares'. E abre uma confessa exceção: nunca conseguiu incluir 'charuto' em sua obra, considerando-o o termo menos aproveitável da língua portuguesa".
O poeta pernambucano, sabemos, nunca teve em alta conta a inspiração como força motriz da poesia. Sua poética - radicalmente antilírica, antirromântica - propugnou pelo esforço daquele que escreve em conter excessos de subjetividade, de modo a sofrear também a vaguidão de sentido do poema. Por isso o aspecto mais importante na obra de João Cabral é - para usar uma palavra cara ao artista - sua arquitetura, resultante do trabalho rigoroso de (re)elaboração do texto, uma vez que o poético, para ele, é um efeito antes sintático do que léxico, como bem observa Secchin no excerto acima.
Antes de prosseguir, gostaria de fazer uma breve revelação particular. Foi a leitura atenta dos poemas cabralinos que me curaram da poetice. Poetice é como chamo aquela pueril vontade de escrever poesia - afinal, qualquer um consegue sapecar uns versinhos por aí, não é mesmo? - vontade que acomete muitos indivíduos por volta do final da adolescência, mas estertora, felizmente, nos primeiros anos de vida adulta, quando o mero poeteiro percebe que o buraco é mais embaixo, graças ao contato sistemático ou, pelo menos, regular com os textos produzidos por poetas de verdade. Ler com atenção João Cabral de Melo Neto conduziu minha apreciação crítica de poesia para um horizonte no qual as composições furrecas que joguei no papel um dia não passavam de fumaça tóxica.
Observemos agora um dos quatro poemas selecionados para a postagem de hoje, todos publicados originalmente em 1975, no livro Museu de tudo**, um momento mais "flexível" - mas nem por isso menos valioso - dentro da granítica e vertebrada obra de João Cabral.
MEIOS DE TRANSPORTE
§ O câncer é aquele ônibus
que ninguém quer mas com que se conta;
não se corre atrás dele,
mas quando ele passa se toma;
que ninguém quer mas sabe;
e que um dia ao sair-se do sono,
lá está, semi-surpresa,
quase pontual, no seu ponto.
§ Sem pontos de parada,
solto nas ruas como um táxi,
sem o esperar, querer,
sem ter por que, se toma o enfarte:
táxi que, de repente,
ao lado de quem não se pensava,
para, no meio-fio,
toma, quem não o vira ou chamara.
Dividido em duas partes, o poema não faz mistério nas imagens/metáforas que estabelece: câncer=ônibus - enfarte=táxi, formas corriqueiras de ser transportado para a morte. Note-se desde já quão pouco "poéticas" são as palavras-chaves escolhidas pelo autor (quantos incluiriam num escrito que se quer poético a palavra câncer, evitada até mesmo nas conversas cotidianas, por temor supersticioso?). Note-se também a ausência de adjetivos (exceto pontual, qualificativo, convenhamos, nada abstrato) entre as mais de 80 palavras usadas no poema. Passemos a outro texto, mas tendo em mente tudo o que estamos discutindo até agora.
W. H. AUDEN (1905 - 1973)
Se morre da morte que ela quer. É ela que escolhe seu estilo, sem cogitar se a coisa que mata rima com sua morte ou faz sentido. Mas ela certo te respeitava, de muito ler reler teus livros, pois matou-te com a guilhotina, fuzil limpo, do ataque cardíaco.
Uma vez mais, ocorrem pouquíssimos adjetivos, apenas no último verso - limpo, cardíaco (sendo que o segundo seria quase inevitável, dada a expressão da qual faz parte). Trata-se de um poema de circunstância, como vários que se encontram em Museu de tudo, homenageando (ou servindo de epitáfio a) Wystan Hugh Auden, poeta britânico radicado nos EUA, falecido dois anos antes da publicação desse livro de Cabral. O(a) eventual leitor(a) terá constatado a essa altura, observando os números de versos e tamanho das estrofes, a obsessão do autor pelo 4 e seus múltiplos: Meios de transporte compõe-se de 4 quadras, totalizando 16 versos; W. H. Auden, estrofe única de 8 versos.
"Às vezes" - diz Antonio Carlos Secchin - "um poema de Cabral ocupa uma única longa estrofe, aparentemente desobrigada do 4. Mas, se computarmos o total de versos chegaremos a 16, 32, 64... De 4 em 4 sempre ocorre uma espécie de insulamento de sentido, como se o poeta precisasse exatamente dessa medida para elaborar um pensamento". É mais um expediente previamente pensado, de cálculo, para conter o excesso de subjetividade, de modo que o esforço de construção, o artesanato do poema, ocupe o primeiro plano. Não escapou, claro, ao(à) eventual leitor(a) que os textos vistos até agora tematizam a morte e os males do corpo. Acrescentemos mais outro:
O ESPELHO PARTIDO
1.
A morte pôs ponto final à árvore solta do jornal- romance pelo autor previsto como câncer não como quisto.
Como câncer: signo da vida que multiplica e é destrutiva, câncer que leva outro mais dentro, o câncer do câncer, o tempo.
2.
Marques Rebelo compreendeu na criação as leis do câncer: a tensão do que se faz, entre fazer e desfazer, pró e anti.
E não só nesse esgalhamento com que ele se faz destruindo, mas ao redestilar, do câncer, o ácido de um sim negativo.
O Espelho Partido é um outro poema de circunstância, cujo título alude à trilogia escrita pelo romancista carioca Marques Rebelo e publicada entre 1959 e 1968. Tem também feição de necrológio; assim como W. H. Auden, Rebelo faleceu em 1973. Interessa-nos aqui, especificamente, a incisiva metáfora do poder corrosivo do tempo: "câncer que leva outro mais dentro/o câncer do câncer, o tempo".NOTA: Não custa lembrar rapidamente de outro texto no Museu de tudo (Duplicidade do tempo) em que esse poder é também metaforizado: "O níquel, o alumínio, o estanho/ e outros assépticos elementos,/ ao fim se corrompem: o tempo/injeta em cada um seu veneno".".
Tal como no primeiro poema lido nesta postagem o mesmo vocábulo "não-poético" ajuda a compor poesia de alta qualidade, entendida, já sabemos, sempre como um efeito sintático, ou seja, proveniente do plano das relações estabelecidas entre as palavras na estrutura conferida ao texto; não que o significado evocado por elas seja irrelevante, apenas que o valor artístico/estético do poema não depende disso.
Mais um (o último):
ANÚNCIO PARA COMÉSTICO
Nada há contra o tempo. O homem tudo o que pode é fechar-se ao espaço redondo que o envolve; jogar fora o espaço, o fora, ele sim pode, assim numa Cartuxa que do ao redor o isole. Mas o tempo é de dentro; dentro dele faz-se, escorre, e esse escorrer interno não há nada que o corte. Às vezes o ".........." por certo tempo o encobre: não o tempo ele próprio, mas sim o corpo que ele morde, já que o expressar do tempo é roer o que percorre.
Essa sagaz reflexão sobre a impossibilidade de vencer/fugir do tempo (e, portanto, de sua corrosão, ou seja, o envelhecimento e, por conseguinte, a morte) diz logo o que se propõe a dizer, sem qualquer linguagem cifrada. Mais uma vez recorro a Antonio Carlos Secchin:
"A obra do poeta é clara, de claridade, porque é solar, meridiana, invadida de luz por todos os lados, e é também clara, de clareza, porque não propõe charadas. Não se cogita de 'isso quer dizer o quê? qual a mensagem escondida?'. Tudo está ali, à flor da página, à flor do texto. Mas o claro, quando excessivo, ofusca. Então, nos desnorteamos frente ao poema, não por ele ser hermético, mas por refugarmos diante de sua clareza. É ostensivamente visível o jogo proposto, e nós, caçadores de profundezas mirabolantes, perdemos a chance de topar com um tesouro que está na superfície da folha, sem aspirar a mistério algum".
O leitor pode, talvez, não ter claro em mente, por exemplo, a que o termo Cartuxa se refere (nesse caso, metonímia para monastério fechado; trata-se da ordem religiosa medieval, extremamente austera, fundada por São Bruno), mas todo o restante do poema não carrega qualquer intenção enigmática. Ah, e revela também um lado pouco ressaltado na obra de João Cabral: seu peculiaríssimo senso de humor.
João Cabral de Melo Neto - é inevitável - sempre será lembrado por Morte e vida severina. E não é mal que isso aconteça. O poeta, entretanto, tem muito, muito mais a oferecer. Essa postagem foi um modo de convidar o(a) eventual leitor(a) a frequentar essa poesia precisa, tantas vezes seca, quase sempre lúcida e bela a seu modo.
___________
*SECCHIN, Antonio Carlos. João Cabral: do fonema ao livro. In: _______. Escritos sobre poesia e alguma ficção. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2003, p. 73-86
**MELO NETO, João Cabral de. Museu de tudo. In: ______. A educação pela pedra e depois. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. p. 41-91
BG de Hoje
Soube que os PIXIES voltaram a se apresentar e tocar juntos. Boa notícia, mas nem tanto: soube também que não se trata da formação original. A baixista Kim Deal não está a bordo (seriam as famosas "diferenças criativas"?). De todo modo, mesmo não sendo um som sempre palatável, gosto de Pixies e escolho como BG uma das melhores canções da banda, uma das poucas cantadas por Deal (que também a compôs, junto com o controlador Black Francis): Gigantic.
As eleições do ano passado, entre outras coisas, serviram para desvelar, com um pouquinho mais de nitidez, as muitas clivagens que caracterizam este imenso poço de desigualdade econômica e racial - bem como terreno de conflitos sociais decorrentes dessa condição - chamado Brasil. Tudo isso em meio às tentativas, aqui e acolá, de infundir (e difundir) a impostura segundo a qual formamos todos uma sociedade harmônica e cordial.
Infelizmente, um dos efeitos colaterais dessas cisões emersas na superfície do debate público foi a reaparição - em nova roupagem - do patrulhamento ideológico. Se fulano apoiou a candidata X, ele não passa de um "comunistazinho safado"; se, por outro lado, beltrana declarou voto no candidato Y, só pode ser mais uma "reaça raivosa". Nos dois casos, ambos se tornarão personae non gratae, independentemente de qualquer talento ou obra relevante que por ventura apresentem. Este blogueiro inclusive admite não ter conseguido, durante a campanha, escapar do furor de sair carimbando uns e outros com essa rotulação simplista; foi necessário um posterior exercício de reflexão para não dimensionar todo o trabalho de determinados(as) artistas somente pela escolha ocasional feita por eles(as) numa disputa eleitoral.
O caso do poeta Ferreira Gullar, entretanto, merece um enfoque mais detido. O autor maranhense vem atacando o PT e sua principal liderança, o ex-presidente Lula, desde o primeiro mandato deste. Portanto, bem antes da última eleição. Até aí, nada de mais. Qualquer um tem o direito (e, às vezes, até o dever) de apontar os erros cometidos por qualquer partido, por qualquer administração. Entretanto, falta tutano às opiniões de Gullar nesse terreno. Elas não fazem menção, por exemplo, ao aumento escandaloso da concentração de renda nos últimos 12 anos (distanciando ainda mais ricos de pobres); ou às tímidas ações na área da reforma agrária e na demarcação das terras indígenas; ou ainda à incapacidade do governo, na propícia ocasião em que sua popularidade estava em alta, de promover a correção das distorções existentes na propriedade e controle do setor midiático brasileiro. Reivindicações típicas de esquerda, convém ressaltar. Digo isso porque o escritor, ao que parece, já se identificou com esse ideário, mesmo que parcialmente: foi filiado ao Partidão, perseguido e exilado pela ditadura militar. E sua produção poética (pelo menos durante certo período) demonstrava uma visão de mundo explicitamente anticapitalista.
Mas o Ferreira Gullar de hoje nos dá a entender que aderiu de vez à teoria do "fim da história"* e, portanto, nada nos resta a não ser a resignação. Se seus textos publicados na imprensa - estou me referindo à coluna do autor na Folha de S. Paulo - exibissem um tom de desencantado fatalismo, acharia até apreciável. Porém, o leitor só encontrará lá os mesmos lugares-comuns da crítica superficial de direita, com seu moralismo de conveniência, acrescido da denúncia mal informada do "assistencialismo" estatal e sua "farra" de bolsas e cotas.
Nesse aspecto, Ferreira Gullar é idêntico a Arnaldo Jabor: ambos deixaram de lado a atividade artística para assinarem crônicas políticas medíocres. Com uma diferença: Jabor foi um cineasta comum, enquanto Gullar está entre os grandes poetas brasileiros da segunda metade do século XX. Quero me concentrar nesse legado a partir de agora.
. . . . . . .
Num ensaio - justificadamente - laudatório**, o crítico literário Antonio Carlos Secchin considera que a poesia de Ferreira Gullar percorreu ao longo do tempo "várias e às vezes antagônicas direções, sempre abertas ao risco, numa vertiginosa dialética de teses e antíteses que jamais se acomodou em qualquer síntese". Fez poesia de vanguarda, hermética, mas, a partir dos anos 1960, mergulhou de cabeça na cultura popular, escrevendo cordel. Nessa mesma década, aliás, o verso do poeta se converte em discurso engajado, sem abandonar, contudo, "o veio lírico-existencial", como assinala Secchin. Muitos poemas dessa época foram reunidos no volume Dentro da noite veloz (e já discuti um deles - Pela rua - aqui). Em 1976, exilado na Argentina, publica aquela que é considerada sua obra-prima: O poema sujo, longo e difícil "acerto de contas" do autor consigo mesmo. Os últimos resquícios inegavelmente políticos na poesia de Ferreira Gullar estão na reunião de textos apresentada em 1980: Na vertigem do dia (e também já discuti um deles - Bicho urbano - aqui).
O poeta, a essa altura do campeonato, parece cansado, desiludido:
"Para uma vida de merda nasci em 1930 na Rua dos Prazeres"
(do poema Primeiros anos***)
E completa, ao final da mesma composição:
"Depois me suspenderam pela gola me esfregaram na lama me chutaram os colhões e me soltaram zonzo em plena capital do país sem ter uma arma na mão"
Ninguém parece dar mais atenção ao poeta. Noutro momento (Poema obsceno), enquanto todos fazem a festa, ele soca "este pilão/este surdo poema que não toca no rádio/que o povo não cantará". Afinal, quem hoje em dia ouve os poetas? Na batalha comunicacional e cultural diária, o sussurro da poesia mal pode ser escutado. Ironicamente, muitos dos que hoje admiram as insossas crônicas dominicais de Gullar talvez nunca tenham lido nenhum de seus belíssimos poemas...
Resta saber o quanto coincide a identidade do cidadão Ferreira Gullar com o poeta que falava nesses poemas, o quanto se assemelhava o indivíduo com o eu lírico ali inscrito. Uma discussão que nos remeteria a uma recorrente questão literária: o quanto finge (e cria) um artista no ato próprio de criar? Será o poeta obrigado a sempre ser absolutamente sincero naquilo que escolhe colocar num poema? Tal conversa fica para outra oportunidade.
E gostaria de encerrar falando do texto que abre Na vertigem do dia. O poeta nele se vale de imagens de desgraça, repugnância e dor para mostrar que não há nada de especial em sofrer: o sofrimento é condição elementar de todos. A alegria, portanto, é uma rara preciosidade.
Por ser um poema de que gosto muito, reproduzo-o na íntegra:
A ALEGRIA O sofrimento não tem nenhum valor. Não acende um halo em volta de tua cabeça, não ilumina trecho algum de tua carne escura (nem mesmo o que iluminaria a lembrança ou a ilusão de uma alegria). Sofres tu, sofre um cachorro ferido, um inseto que o inseticida envenena. Será maior a tua dor que a daquele gato que viste a espinha quebrada a pau arrastando-se a berrar pela sarjeta sem ao menos poder morrer? A justiça é moral, a injustiça não. A dor te iguala a ratos e baratas que também de dentro dos esgotos espiam o sol e no seu corpo nojento de entre fezes querem estar contentes.
__________
*"O Fim da História é uma teoria iniciada no século XIX por Georg Wilhelm Friedrich Hegel e posteriormente retomada, no último quarto do século XX, no contexto da crise da historiografia e das Ciências Sociais no geral. Essa teoria sustenta, como o nome sugere, o fim dos processos históricos caracterizados como processos de mudança. Para Hegel isso iria acontecer no momento em que a humanidade atingisse o equilíbrio, representado, de acordo com ele, pela ascensão do liberalismo e da igualdade jurídica, mas com prazo indeterminado para ocorrer. Retomada ao final do século XX, essa teoria já adquire caráter de situação ocorrida pois, de acordo com os seus pensadores, a História terminou no episódio da Queda do Muro de Berlim. Naquele momento, os antagonismos teriam terminado pelo fato de, a partir de então, haver apenas uma única potência - os Estados Unidos da América - e, consequentemente, uma total estabilidade. A ideia ressurgiu em um artigo, publicado em fins de 1989 com o título de O fim da história e, posteriormente, em 1992, com a obra O fim da história e o último homem, ambos do estadunidense Francis Fukuyama". Extraído da Wikipedia, disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Fim_da_hist%C3%B3ria> Acesso em 22/06/15
** SECCHIN, Antonio Carlos. Um Nobel para Gullar. In: _________. Escritos sobre poesia & alguma ficção. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2003. p. 205-218. (Este texto foi apresentado na Suécia como parte da candidatura de Ferreira Gullar ao prêmio Nobel. Daí seu viés enaltecedor).
*** GULLAR, Ferreira. Toda poesia. 16 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2008. Todos os poemas do autor citados nesta postagem foram encontrados nessa edição.
BG de Hoje
No último domingo assisti a uma apresentação gratuita do grupo BERIMBROWN. Com nova formação, a banda belo-horizontina pretende retomar seu trabalho. Torço muito pra que consigam alcançar todo o sucesso que seu congopop consciente e dançante merece atingir. Abaixo, clipe de Black broder - 20 do 11, faixa do disco Aglomerado (2002).