Servidor público municipal (Belo Horizonte), ocupando um cargo sem importância. Voltei a prestar serviço numa biblioteca escolar (espaço em que trabalhei durante muito tempo) e continuo constatando - entre o desalento e a resignação - que a leitura vem deixando de ser uma prática cultural demandada pelos vários sujeitos dispersos no ambiente das instituições de ensino. Negro, ateu, nada sociável, anticapitalista (um socialista, ou até mesmo um comunista, se este rótulo vos apraz), alcoólatra, gordo (mas tentando escapar do sedentarismo). Comecei - e abandonei - vários cursos universitários : tenho larga experiência em fracassar. Considero a Literatura o meio mais nobre para se lidar com a dura realidade da existência e penso que o mundo, caso o rock não fosse criado, seria ainda mais estúpido e insuportável.
